O VELHO NA TARDE

(a Clóvis Gaspar, in memoriam)Um velho passa, tão lento,

que ao passar, é passado.

Caminha quase arrastado

pela leveza do vento.

É como se não quisesse

chegar lá onde está indo,

e a cada passo estivesse

consigo se desavindo.

Passa tão devagarmente,

que nem passa, se demora,

por si mesmo retardado,

como se, parando a hora,

e estacionando o presente,

se prolongasse, adiado.

Viriato Gaspar

( poema inédito do livro “ONIPRESENÇA”)

Quer ver mais poesias do autor acesse: http://www.viriatogaspar.com.br

Viriato Gaspar
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One Response to O VELHO NA TARDE

  1. Adriana Cavalcante says:

    Querido tio!!! Estou ávida por notícias…
    Beijo!
    Adriana Maria

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